Vacina contra dengue é mais eficaz para tipo 2 e procura em clínicas aumenta 20% em Campinas

    20 ABR 2019
    20 de Abril de 2019

    Metrópole tem epidemia com 799 casos confirmados, segundo balanço de 1 de abril da Secretaria de Saúde. Vacina, no entanto, só é indicada para pessoas que já tiveram a doença.


    Com um cenário de epidemia de dengue do tipo 2 em Campinas (SP), a procura pela vacina que combate os sintomas mais graves da doença aumentou em 20% em clínicas da cidade. A vacina antidengue, no entanto, só é indicada para pessoas que já tiveram a doença.

    De acordo com o último balanço da Prefeitura, divulgado em 1 de abril, a metrópole tem 100% de circulação do tipo 2 do vírus da dengue e 799 casos confirmados.

    A Associação Brasileira de Imunizações indica a vacina e recomenda um teste de laboratório para os casos em que o paciente tiver dúvidas sobre ter sido vítima ou não do vírus. Em 75% dos casos, os sintomas da dengue não aparecem.

    "A vacina é a única que foi testada, tem eficácia comprovada e segurança para prevenir a dengue grave. E essa proteção é de 84%. Especificamente contra o sorotipo 2, essa eficácia é de 82% contra as hospitalizações e 67% contra os casos em geral", explica Sheila Homsani, diretora da farmacêutica Sanofi-Pasteur, fabricante da vacina.

    Assim como em Campinas, outras cidades do Brasil registraram a circulação do tipo 2.

    Clínicas particulares de Campinas registram alta de 20% na procura pela vacina antidengue. — Foto: Reprodução/EPTVClínicas particulares de Campinas registram alta de 20% na procura pela vacina antidengue. — Foto: Reprodução/EPTV

    Clínicas particulares de Campinas registram alta de 20% na procura pela vacina antidengue. — Foto: Reprodução/EPTV

    Vacina desconhecida

    A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, foi até o Centro de Saúde do Parque Floresta, em Campinas, que tem recebido cerca de 30 pessoas por dia com suspeita de dengue. Febre, dores de cabeça e no corpo são os sintomas mais citados. Muitos dos pacientes desconhecem a existência de uma vacina contra a doença.

    Por EPTV
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